Descrição
Existe uma grande variedade de cores que se podem encontrar nesta espécie. Uma das colorações mais populares é a combinação de preto com verde ou azul vivos. Mas existem variedades castanhas com manchas mais pálidas ou metalizadas e ainda exemplares maioritariamente verdes ou azuis com manchas bronze.
Não existe dimorfismo sexual nesta espécie. Para distinguir o macho da fêmea é necessário observar o comportamento: o macho dilata o saco vocal ao vocalizar.
Temperamento
As dendrobates são animais terrestres. Diurnos, são bastantes activos enquanto houver sol, sempre à procura de comida.
Os machos disputam as fêmeas entre eles e estabelecem-se num território após terem encontrado uma companheira. Os machos usam as vocalizações tanto para atrair as fêmeas como para reclamar o território.
Toxicidade
Em estado selvagem, o contacto desprotegido com estas rãs pode causar alguns dissabores aos humanos, incluindo a morte, mas as dendrobates tendem a perder a sua toxicidade em cativeiro. Isto deve-se ao facto destas rãs se alimentarem de formigas na natureza, utilizando o alcalóide que estas possuem em grandes quantidades para produzir o veneno que libertam. Por isso, dendrobates mantidas em cativeiro com uma dieta à base de insectos acabam por perder a toxicidade.
Contudo, para a segurança da rã, com a pele bastante porosa, e do dono, deve-se lavar sempre as mãos antes e depois de manusear dendobrates.
Dieta
As dendrobates alimentam-se de pequenos invertebrados. Em cativeiro podem ser oferecidos micro grilos, larvas, entre outros. Vitaminas e cálcio devem ser incluídas com alguma regularidade na dieta.
Alojamento
Apesar de pequenas, as dendobrates necessitam de mais espaço do que seria inicialmente pensado. Um aquaterrário de 60 x 30 x 30 cm pode albergar um a dois casais.
O terrário ideal deve ser terrestre e húmido, com um pequeno charco de água. O charco não será propriamente usado pelas rãs, pelo menos as adultas, mas dá um ambiente mais natural ao terrário e ajuda a manter os níveis de humidades altos. O essencial é manter o nível da água baixo e criar um acesso fácil, para que as rãs não se afoguem ao tentar sair.
O substrato pode ser só húmus, ou então musgo e folhas de carvalho. As rãs estão habituadas a terrenos irregulares e por isso o substrato deve ser moldado de forma a criar pequenos vales e montes.
Um terrário para dendrobates tem tudo para ser visualmente atractivo, pois as plantas são sempre uma boa aquisição e dão mais vida ao alojamento. Criam também esconderijos para as rãs e fornecem oxigénio.
Uma das maiores exigência é a humidade. Estes aquaterrários devem ser bastante húmidos, com valores entre os 70 e os 90% de humidade. Para manter esta humidade é geralmente necessário borrifar o terrário uma a duas vezes por dia.
A temperatura pode atingir os 30ºC na zona quente de dia, mas deve cair à noite para perto dos 20ºC na zona fria.