quarta-feira, 12 de março de 2014

Acne Felina

Lesões são encontradas com mais freqüência na região do queixo e do lábio inferior
Gato apresentando acne na região do queixo e do lábio inferior.  Fonte: Vanessa Pimentel de Faria
Gato apresentando acne na região do queixo e do lábio inferior. Fonte: Vanessa Pimentel de Faria
A acne é uma doença de pele de gatos que afeta principalmente o queixo dos gatos. A maioria dos proprietários leva seus gatos ao veterinário com a queixa de que o gato está com o “queixo sujo”.
É uma desordem de pele bastante comum no gato, podendo ocorrer em qualquer idade. No entanto, é improvável que ocorra em gatos com menos de um ano de idade (“adolescentes”), pois é uma doença principalmente de animais adultos.
As lesões da acne são encontradas com mais frequência na região do queixo e do lábio inferior, sendo de mais difícil visualização em gatos que apresentam pelagem escura. Cicatrizes e cistos podem ser observados em casos crônicos e severos
A lesão típica é um comedão (“pontos pretos”) e, ocasionalmente, espinhas superficiais podem ser observadas. À medida que a lesão progride, o folículo piloso pode ser recoberto com secreções. Caso isto aconteça, o queixo torna-se inchado e inflamado. O gato torna-se sensível e resistente ao toque da área afetada.

Causas e diagnóstico
A causa da acne felina permanece desconhecida. Na realidade, é possível que existam diversas causas, sendo que as mais prováveis incluem:
1. Hábito de autolimpeza pouco frequente.
2. Produção ou composição anormal de sebo, que é uma substância oleosa e macia produzida pelas glândulas da pele.
3. Obstrução do folículo piloso quando o pelo não é adequadamente removido.
4. Defeitos na produção de queratina, que é uma proteína que mantém a camada de proteção da pele.
Em seres humanos, a acne está relacionada com níveis hormonais e com a presença de bactérias na pele. Uma clara associação entre hormônios, bactérias e desenvolvimento da acne ainda não foi demonstrada em gatos. É possível que exista um fator genético envolvido.
Para se eliminar outras possíveis causas de infecção da pele, diversos testes diagnósticos devem ser realizados. Quando necessários, tais testes geralmente envolvem a remoção de material da superfície da pele, a fim de investigar pequenos parasitas e a realização de cultura bacteriana e/ou fúngica.

Tratamento
O tratamento tópico (em uma determinada área) geralmente é adequado para a maioria dos casos de acne, mas casos severos podem necessitar de terapia sistêmica por via oral.
A tricotomia (retirada dos pelos) do queixo é o primeiro passo do tratamento, permitindo a limpeza profunda dos folículos cobertos e a aplicação de medicação nas lesões. Uma vez que o queixo de alguns gatos pode estar extremamente sensível, a sedação pode ser necessária.
O tratamento deve ser continuado em casa. Os poros da pele abrem-se com a aplicação de calor na região. Um pano deve ser colocado em água quente e, a seguir, deve ser retirado o excesso de água. Em seguida, o pano deve ser colocado no queixo do animal por 2-4 minutos. A aplicação da medicação tópica deve ser realizada após a remoção do pano.
Existem diversos medicamentos disponíveis e a escolha é parcialmente determinada de acordo com a presença ou ausência de infecção. Se a infecção estiver presente, drogas antibióticas e antifúngicas podem ser administradas por via oral.
A Vitamina A por via oral ou tópica tem sido utilizada, mas a resposta varia muito e a medicação pode ser extremamente irritante à pele.

Prognóstico
A acne poderá ser um problema recorrente em muitos gatos. Ao primeiro sinal de recorrência, inicie o uso de compressas mornas e a aplicação da medicação tópica. Se isso não controlar o problema, seu gato precisará ser reavaliado pelo seu veterinário.

Vanessa Pimentel de Faria
vanessapimente@gmail.com
Débora Cristina G. Pimentel
deboracp@gmail.com

“Amassar o pão”: entenda este comportamento

Seu gatinho adora fazer massagens em sua barriga? Saiba o porquê!
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
“Amassar o pão”, “tocar pianinho” ou “fazer massagem”, seja qual for o nome que você utiliza para esse comportamento, todos os gateiros sabem exatamente do que estou querendo tratar neste artigo. Gatos movimentam suas patas alternadamente, expondo ligeiramente as garras em um movimento rítmico bastante característico de bem-estar e aceitação de aproximações. Alguns gatos são observados realizando este comportamento sem estar com as patas apoiadas em alguma superfície. No colo, quando é erguido ou está deitado com as patas livres após os limites de uma mesa de jantar, “amassa o pãozinho” sempre que visualiza um ser humano considerado pelo gato como um "afiliado preferencial"*.

Encontrando os porquês...
Existem algumas teorias para explicar a origem (ontogênese) de tal comportamento. A primeira refere-se obviamente ao comportamento que os neonatos exibem quando estão sugando as mamas de suas mães (biológicas ou adotivas permanentes/temporárias). Eles massageiam a região mamária e recebem, neste momento, o leite que gera uma plenitude de conforto. Na fase adulta, o comportamento acompanha exatamente as circunstâncias geradoras de conforto e tranquilidade. Outra teoria está concentrada na possibilidade de os movimentos das patas (comportamento) aumentarem a eliminação de secreções de glândulas especializadas desta região e, assim, potencializarem a demarcação/comunicação olfatória. E, finalmente, também poderia estar relacionado ao comportamento de preparação de superfície com folhas e outros elementos naturais para serem utilizados como “cama” ou “ninho”. Tais motivações acompanhadas da segurança e bem-estar poderiam justificar a exibição desse comportamento em nossos gatos domiciliados.
Bem, o mais importante é lembrar que alguns comportamentos descritos como espécie-específicos (ou seja, típicos dos gatos) são fortemente estabelecidos e não podem ser eliminados de uma hora para outra. Então, se o seu gatinho costuma “tocar pianinho” no seu colo, mantenha as unhas bem cortadas (leve-o a um profissional para executaro serviço!). Imagine a seguinte situação: o gatinho está imbuído de toda liberação de endorfinas na interação com você e no ambiente onde se sente calmo e confiante. Subitamente, uma das garras atravessa a calça jeans e fere sua pele. Em uma reação quase espontânea, você grita em um tom hostil e movimenta-se em rejeição à interação do gato. Nem vou discutir o que aconteceu com a pobre cabecinha do bichano. Quem ainda tiver dúvidas sobre o que passou pela cabeça do gato, envie um comentário e voltamos a discutir mais sobre esse assunto. Um forte abraço e saudações felinas para todos!


*Não afiliado: aquele que não faz parte do grupo social. Indivíduo que não tem permissão para acesso ao território do gato.
*Afiliado: Indivíduo que compartilha a maior parte do território com o nosso gato do exemplo. Normalmente compartilham interações mútuas como esfregar partes do corpo, lambedura, toques de focinho etc. Os afiliados poderão ser preferenciais ou não preferenciais, ou seja, poderão compartilhar de um modo mais franco e constante ou menos intensamente e respeitando limites de aproximação, embora coabitem o mesmo território.

Carlos Gabriel Almeida Dias
Médico veterinário (CRMV/RJ 4897)

Mestre e doutor em Ciências Veterinárias
cgabrielvet@hotmail.com

www.clinicaparagatos.blogspot.com

Brincadeiras felinas

Conheça algumas formas de divertir o seu gatinho sem machucá-lo e, ainda, brincando junto com ele! Confira!
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
As brincadeiras felinas têm uma importância muito grande no desenvolvimento do gato, pois todo este aprendizado poderá ser usado em sua vida adulta. Então, estimular o filhote e brincar com ele se torna imprescindível; além da brincadeira ser divertida para ele, acaba sendo para nós também!
Se houver outro gatinho em casa, para dividir as atividades lúdicas, os frutos colhidos serão ainda melhores. Se o gato for “filho único”, deixe alguns brinquedos disponíveis, para que sua vida, na sua ausência, fique mais animada. Certamente, estas brincadeiras não terão o mesmo prazer para o gato, mas, mesmo sem você ou um(a) companheiro(a) da mesma espécie, ele terá algumas opções:

Brinquedinhos
Alguns ratinhos de pelúcia, recheados com catnip – a erva dos gatos – fazem um certo sucesso, porém, algumas vezes, acabam perdendo o cheiro com facilidade. Uma dica, para quando isso acontecer, seria guardá-los em um pote de plástico ou de vidro, com um pouco da erva, para que o cheiro permaneça. Não esqueça que alguns felinos não dão muita importância para o catnip, em todo caso, observa-se que a maioria o aprecia bastante.
Bolinhas de plástico, que pulam, são uma ótima alternativa para a diversão felina. Caixas de papelão, com alguns ratinhos pendurados no seu teto, fazem bastante sucesso – além de o gato adorar ficar durante horas escondido nelas, achando que ninguém imagina aonde ele possa estar...
No mercado pet existe ainda uma outra opção de brinquedo que é um disco plástico, com alguns orifícios, e que possui uma bolinha dentro, de forma que, quando o gato introduz a pata, consegue empurrar a bolinha, que ficará girando em círculos. Quando ela para, o gato logo percebe que, para dar continuidade à brincadeira, será necessário voltar a colocar a patinha, para que a bola volte a deslizar. Esses brinquedos, de certa forma, ajudam o seu gato a ter mais atividades durante a sua ausência diária.
É claro que não podemos nos esquecer que qualquer brinquedo perde a magia em poucos dias... Em pouco tempo eles passam a não despertar mais interesse. Assim sendo, crie o hábito de trocar os brinquedos após alguns dias, pois, assim, ele voltará a brincar normalmente depois.
Arranhadores altos, firmes, com esconderijos no alto, ratinhos pendurados, pilares com cordas vão causar uma alegria muito grande ao seu gato. Além de se divertir, afiar as unhas e se esconder, ele usará a parte mais alta como observatório, para passar uma boa parte do tempo olhando tudo o que acontece ao seu redor.
Vale lembrar que gatos adoram sacos plásticos de supermercado e, logo que voltamos das compras, eles se aproximam, muito interessados em capturar um saco disponível. No entanto, a brincadeira deve durar apenas enquanto arrumamos as compras; depois, recolha-os, pois podem provocar acidentes perigosos, como sufocamento.
          
Brincadeira a dois
Bolinhas de papel são ótimas para diversão e exercício. Nesse caso, o gato gosta que o dono brinque com ele. Como funciona? Joga-se a bolinha para ele trazer e assim a brincadeira tem continuidade.
Novelos de lã, eles adoram, mas são muito perigosos, pois podem ingeri-los e fazer com que a brincadeira se transforme num problema sério.
Eles também se interessam muito por varinhas com brinquedos na ponta – tais como penas, bolinhas, ratinhos etc. Falando em brincadeiras a dois – você e seu gato – sabe aqueles triguinhos de floricultura que são usados para arranjo de flores? Causam um interesse imediato. Amarre-os num barbante e puxe, calmamente, pois, ao ouvir esse som do trigo, ficam extremamente excitados e passam a correr atrás do brinquedo. No entanto, após a brincadeira, guarde o barbante com o trigo num local seguro, ao qual ele não tenha acesso, pois, se estiver ao seu alcance, vai tentar mastigá-lo, podendo ferir a garganta ou mesmo engasgar-se.
Existe uma minilanterna a laser, com cinco figuras, a escolher. Deixe o ambiente com pouca luz e divirta-se com o seu gato. Um discreto enriquecimento ambiental, se houver espaço, é muito importante.
Enfim, brinquedos e jogos são sempre bem-vindos e, na hora da adoção, pense que ter dois gatos é sempre a melhor escolha. Eles ficam juntos, interagem, brincam, fazem companhia um ao outro e, além de tudo, nos permitem ficar como espectadores, assistindo a um espetáculo de sensualidade, agilidade e beleza, até começarem a próxima brincadeira.

Como não brincar com os bichanos!
Não poderíamos escrever sobre brincadeiras felinas sem mencionar o que não deve ser feito com eles. Logo, em nenhum momento, deve-se brincar com gatos de forma agressiva, provocando-o, apertando a barriga, puxando os bigodes, o rabo, pois os gatos não suportam esse tipo de brincadeira. Eles podem passar a apresentar distúrbios, como, por exemplo, ficar confusos e de início aceitar a brincadeira, mas, depois, morder para valer. Não jogue bolinhas em locais muito altos, pois mesmo se os gatos gostam dessa brincadeira, mesmo que estejam acima do peso, vão tentar alcançá-las e depois da brincadeira, muitas vezes aparecem mancando.
Tome o cuidado em não oferecer brinquedos aos gatos na cozinha. Muitas vezes chegam de bigodes e coxins queimados. Nunca deixe disponíveis novelos de lã, agulhas, botões, palitos de dente, cotonetes, arames de fechar pão, pois a maioria adora brincar com todas estas tentações!

Dra. Luciana Deschamps, médica veterinária especializada em Medicina Felina e comportamento é bacharel em Filosofia e titular da Clínica Veterinária Sr. Gato, além de presidente da Ong FELBRAS – Felinos do Brasil.
www.clinicasrgato.com.br

Cuidados para uma viagem tranquila com o seu gato


Passear com os bichanos não é nenhum bicho de sete cabeças. Fique atento às dicas de segurança e bem-estar e boa viagem!
Foto meramente ilustrativa: Divulgação
Foto meramente ilustrativa: Divulgação
Quem tem um gato sabe o quanto custa sair de férias e deixar o bichano em casa ou em um hotel próprio. Para a saudade não apertar, é possível levá-lo nas viagens, porém é preciso tomar alguns cuidados básicos antes de cair na estrada. Por isso a Comac (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN), em parceria com veterinários e especialistas do segmento pet, dá dicas de cuidado e comportamento para que o tão merecido descanso não se torne um pesadelo. 
O primeiro passo é adquirir uma caixa transportadora de gato, pois deixar o animal solto dentro do carro pode acarretar graves acidentes. Não pense que ele achará ruim ser transportado dentro do compartimento, muito pelo contrário, a reclusão será o conforto do seu pet durante a viagem. Mas é preciso ambientá-lo na caixa de transporte, para que ele não estranhe. “Forre um cobertor e, depois, coloque o gato lá dentro por breves períodos, por vários dias. Prolongue o período de reclusão a cada dia, até que seu felino pareça à vontade em repouso e sinta o seu cheiro lá dentro”, afirma a veterinária Ceres Faraco.
Dado o primeiro passo, comece a acostumá-lo com o carro. Não saia de uma hora para outra em viagens longas. Faça trajetos curtos para que o gatinho se habitue aos movimentos e ruídos do veículo. Certifique-se de que a caixa não está inclinada, pois muitos assentos de carro não são retos e, se você posicionar o acessório de maneira errada, o passeio será bastante desconfortável. “Embora seja verdade que os gatos têm incrível equilíbrio e coordenação, eles não gostam de ficar lutando constantemente contra um declive, já que ao mesmo tempo precisam compensar os movimentos do veículo”, comenta a especialista em comportamento animal.
Outro ponto-chave é evitar música alta dentro do veículo, pois os barulhos naturais do carro já são surpreendentes para um gato. Se a viagem é longa o suficiente para exigir pausas para o banheiro, planejar as paradas com antecedência é a melhor opção. Intervalos para usar o banheiro ao ar livre são ótima alternativa, já que o bichano, certamente, vai apreciar a oportunidade de esticar as pernas. No entanto, fique de olho para ele não fugir nesses momentos. Nesse caso, o uso da coleira pode ser uma precaução. Independentemente da duração da viagem, recomenda-se colocar algumas toalhas absorventes na base da caixa transportadora para xixis e cocos acidentais.
Tome cuidado com as áreas de circulação de ar da caixa, não as deixando cobertas. Assim você evita que o transporte fique superaquecido e sufoque o seu bichano. Não dê comida ou água para ele um pouco antes de uma viagem breve, já que bexiga cheia faz com que o seu companheiro se sinta desconfortável. “Leve água da torneira de casa, pois tem um gosto mais familiar para o animal. A viagem causa certa confusão ao gato, portanto, ele pode não querer beber outra água”, finaliza Ceres Faraco.

Vômitos em gatos

Se vomitar várias vezes em um mesmo dia, você deverá levá-lo imediatamente ao veterinário para que ele não desidrate
Mahal Mabel – Ragdoll - 3 anos
Mahal Mabel – Ragdoll - 3 anos
Todo tutor de gatos já se deparou com uma surpresa não muito agradável - o vômito - em alguns lugares também não muito comuns. Esta é uma queixa bastante recorrente, especialmente na clínica de felinos. Na maioria das vezes há raros episódios, com intervalos de tempo espaçados e que normalmente não têm muito significado clínico quando não estão acompanhados de outros sintomas. Porém, se seu bichano vomita pelo menos uma vez por semana, é necessário levá-lo ao veterinário para um check-up e tentar descobrir qual a causa deste sintoma. Observe qual o conteúdo do vômito e se há algum outro sintoma, como a perda do apetite, emagrecimento, diarreia e prostração.
Estamos falando aqui de ocorrências únicas diárias de vômitos, alternadas com grande espaço de tempo sem qualquer alteração (quadro crônico), e não quando seu gato começa a vomitar várias vezes em um mesmo dia (quadro agudo), pois neste caso você deverá levá-lo imediatamente ao veterinário, para que ele não desidrate.
Alguns animais, logo após se alimentarem, expelem o alimento ingerido. Isto é chamado de regurgitação, pois o conteúdo não chegou ao estômago e, normalmente, é eliminado com uma forma cilíndrica (forma do esôfago) e o alimento não está digerido. É comum, após a regurgitação, o gato ingerir este conteúdo novamente (eca! não se assuste, este é um comportamento normal). No caso do vômito, o animal elimina secreção gástrica, a consistência é mais aquosa e pode haver bile, possui um odor um tanto característico e o que foi ingerido por ele se encontra digerido.
A recorrência do vômito em gatos pode ter várias razões, pode não ter significado clínico, ou indicar ingestão excessiva de pelos, por falta de escovação ou por alteração comportamental (o gato arranca os pelos compulsivamente), ou, ainda, por problemas como alergia alimentar, gastrite, ingestão muito rápida de alimentos, lipidose hepática, obstrução intestinal e outros. Vamos comentar aqui as causas mais frequentes.

Pelos: a formação de bolas de pelo no estômago é a principal causa de vômito. Os gatos ingerem pelos ao se lamberem e, algumas vezes, esses pelos causam no estômago alterações na motilidade e irritação da mucosa gástrica (gastrite). A forma simples de se evitar ou minimizar o problema é a escovação diária, a favor e contra o sentido do pelo. Gatos de pelos longos apresentam mais problemas, mas os de pelos curtos padecem do mesmo mal. Além da escovação, há alguns produtos que ajudam o felino a expelir as bolas de pelo.

Alergia alimentar: mudanças súbitas na dieta, como a troca de ração, também podem desencadear vômitos. Observe se a ocorrência do problema está ligada a estas causas e converse com o veterinário. Existem rações hipoalergênicas no mercado (para animais sensíveis), que diminuem ou evitam a intolerância alimentar. Às vezes uma simples mudança de ração já resolve o problema.

Corpo estranho: devido à curiosidade dos gatos, existe a possibilidade de ingestão de objetos que podem obstruir o trato digestivo e ocasionar vômitos. O mais comum é a ingestão de corpos lineares (fios, linhas ou barbantes). Esta é uma condição séria, que requer intervenção cirúrgica, mas que pode se iniciar com vômitos esporádicos. Para o correto diagnóstico são necessários radiografias, ultrassonografia e um exame clínico apurado.
 

Existem outras causas de vômitos em gatos, como: parasitismo (vermes), pancreatite, distúrbios hepáticos, infecções, medicamentos, toxinas ou plantas. Se você se depara com vômito esporadicamente, mas o apetite, a atividade e o comportamento de seu animal são normais, não há necessidade de preocupação. Faz parte do nosso convívio com eles (embora não seja a parte mais agradável!), mas, se vem acontecendo com frequência, não hesite em contatar o veterinário. Esta é a atitude mais correta a ser tomada. Seu bichano agradece!

Patrícia Nuñez Bastos de Souza
Médica veterinária
patriciaveterinaria@gmail.com

Sphynx

Sphynx

Sphynx Histórico: Na década de 60 um misterioso gene mutante apareceu nas ruas de Toronto, Canadá. Numa ninhada, um filhote “pelado” havia nascido e ele, a mãe e outros gatos com mutações que os deixavam sem pêlos foram a base para o desenvolvimento da raça. Para a reprodução foi usado um macho da raça Devon Rex; as ninhadas foram levadas para a Holanda e França. O cruzamento com gatos domésticos e outras raças fortaleceu a genética.
Comportamento: Inteligentes, interagem bem com outros animais e são brincalhões. Se rir é o melhor remédio, você será extremamente saudável se tiver um Sphynx! Carinhosos, afetuosos, adoram ser mimados.
Características físicas: Os famosos “gatos sem pêlo” ou “gatos pelados” possuem pêlos sim, mas tão finos e pequenos que são quase imperceptíveis; trata-se de uma fina penugem na maior parte do corpo. Poucos pêlos presentes na face, pés, cauda e testículos, pele enrugada na cabeça, corpo e patas e uma barriga em formato de pêra. Cabeça média, com orelhas grandes e largas na base, sem pêlos por dentro, podendo ter leve penugem externamente. Olhos grandes, em formato de limão, muito afastados, doces e expressivos.
Cuidados e higiene: Manutenção deve ser feita toda semana: as orelhas precisam ser limpas, unhas cortadas (para evitar que se arranhe) e, o principal, precisa tomar banho. Por não possuir pêlos, seu corpo produz gordura que, se não for removida, marca os móveis e locais onde ele fica.

Scottish Fold

Scottish Fold

Scottish Fold Histórico: É a única raça felina que se caracteriza pelas orelhas dobradas em direção aos olhos. Nos Estados Unidos, sua criação já faz sucesso. Aqui, está querendo engatinhar. O Scottish Fold apareceu como uma mutação espontânea em gatos de fazenda na Escócia. A raça vem se estabelecendo através de cruzas com o British Shorthair e com gatos domésticos na Escócia e na Inglaterra. Na América, fazem-se cruzamentos com o Americano e com o British Shorthair. Todos os Scottish Fold autênticos devem seu pedigree a Susie, o primeiro gato com orelha dobrada descoberto pelos iniciadores da raça, William e Mary Ross.
Comportamento: Carinhoso, afetuoso e brincalhão, com miado suave e comportamento silencioso, adora a vida familiar. Relaciona-se bem com outros animais, não exige atenção constante do dono.
Características físicas: Orelhas pequenas e dobradas para frente são a característica peculiar, é possível encontrá-los com orelhas dobradas ou eretas (normais). Porte compacto, robusto, pelagem pode ser de 2 tipos: pêlo curto, espesso, denso, como se fosse pelúcia ou semilongo.